sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A propósito de apelo



Tenho visto os meus concidadãos a revoltarem-se contra a cadeia de supermercados da família Soares dos Santos.
Pedem até para boicotarem as compras nas referidas superfícies comerciais. Bem!
Atitude inesperada esta, a considerar a notícia de hoje, em que o governo foi avisado da decisão.
E os meus concidadãos prontamente se uniram em torno da causa de boicote. E os apelos aparecerem. E os emails de chacota aparecerem. E as redes sociais foram invadidas pelo apelo. Mas, mais uma vez, os concidadãos unem-se fora do tempo e em torno de argumentos errados. Fora de tempo porque o governo foi avisado e em torno de argumentos errados porque a cadeia de supermercados está simplesmente a “olhar pela vida”. Qual dos concidadãos preferia pagar impostos superiores a 70% num país, podendo não os pagar tão elevados?
Trata-se de negócio.
Os concidadãos deviam era boicotar os responsáveis, e as suas atividades, que não garantem condições de permanência, entenda-se competitividade, das empresas em Portugal.
Os concidadãos confundem negócios e incentivo à produtividade com ação social. Mas, a este propósito também se verifica que a empresa Pingo Doce apresenta um dos melhores conjuntos de condições de apoio aos seus trabalhadores e também verifico que os produtos têm, em média, um preço 15% inferior aos da sua concorrência.
Os meus caros concidadãos que se revoltam são, porventura, os mesmos que preferem beber cerveja importada a invés de cerveja nacional, que preferem os carros alemães aos demais e que até fazem compras no Corte Inglês.
É por tudo isto que somos, de facto, “mansinhos” na revolta!!! Mais “mansinhos” do que a tia do outro que não se coíbe de pedir contas a quem a tenta enganar!!!

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